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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Desapego


Texto / Autor: Luiz Felipe Pondé

Você se considera uma pessoa desapegada? Sim, você tem razão se devolver a questão assim: o que eu quero dizer com ser uma "pessoa desapegada"?

A palavra é polissêmica mesmo. As grandes tradições religiosas -já disse várias vezes, nunca fale mal das grandes tradições religiosas, porque será prova de falta de repertório, o que não significa que as religiões não tenham pisado na bola feio ao longo da história- são sábias em refletir sempre sobre esse tema. 

Nunca é pouco pensar no desapego, ainda mais numa sociedade como a nossa, que precisa de pessoas "apegadas ao consumo" se não ela quebra e nós todos vamos pro saco.

Foi uma pergunta de uma aluna, recentemente, que me trouxe de volta a um tema que me acompanhou muito tempo em minha pesquisa em filosofia da religião. Antes, algumas poucas palavras sobre o desapego num contexto mais comum.

A pergunta de minha aluna se referia a quão longe se pode ir no desapego sem que ele faça mal a própria vida. Pode-se responder de pronto a essa questão (coisa que não faço) dizendo aquela famosa palavra em moda que é "equilíbrio". Ou seja, pode-se cultivar o desapego de modo "equilibrado". 

Ponho entre aspas a palavra "equilíbrio" porque acredito pouco nesse papo espiritual light de que alguém saiba onde está o tal "caminho do meio". Talvez porque tenha sempre sido uma pessoa meio desequilibrada em minhas paixões e manias, duvide de quem diz ter conseguido o tal "caminho do meio".

Entretanto, concordo que o tema do desapego seja essencial na vida, para começar, como disse acima, porque vivemos numa sociedade do apego, em que, mesmo para "se desapegar", existem pousadinhas charmosas caríssimas em lugares desertos de difícil acesso, para dificultar o acesso aos chatos pobres que não dispõem de tempo e dinheiro pra chegar lá.

O mercado de bens de significado (marketing existencial) cresce a cada dia, a medida que a sociedade se enriquece. Sim, sei que gente chata gosta de falar em "desigualdade social" em meio a eventos chiques, mas esse papo só existe porque o mundo fica a cada minuto mais rico, e nessa pegada, os consumidores de significado (bens invisíveis que agregam sentido para uma vida exageradamente pragmática, como a nossa) aumentam a cada hora.

O estoicismo, filosofia grega, também falava de desapego da vida e das paixões porque o mundo engana e é efêmero. O ridículo de nosso tempo pode ser medido pela paixão pela "celebridade". O sucesso é "espuma", e o cotidiano, feito de pedra.

Suspeito de pessoas "desapegadas" assim como suspeito de pessoas "bem resolvidas", mas isso não me impede de perceber que o apego excessivo às promessas do mundo faz de você um bobo. O apego excessivo às promessas do mundo é um dos comportamentos mais bregas da atualidade.


Mas, e o apego místico? Dediquei alguns anos ao estudo do filósofo e místico medieval Meister Eckhart (1260-1327/28), dominicano condenado pela inquisição em março de 1329, quando já estava morto. Sua condenação como herege está intimamente ligada aos seus sermões místicos, mas não vou tratar do seu confronto com a inquisição aqui.

Meister cunhou um importante conceito de desapego ou desprendimento ("abegescheidenheit", no alemão de seu tempo, "abgeschiedenheit" em alemão atual) ao longo de sua vida. E é o percurso deste desapego que julgo muito importante numa discussão sobre desapego para um mundo apegado ao "consumo de si mesmo" como o nosso.

Se lermos suas conversas com os frades dominicanos de Erfurt, onde foi prior quando jovem, o desapego ali aparece como desapego dos bens materiais, numa abordagem fiel a pobreza clássica em várias formas de espiritualidade.
Mas, ao chegarmos ao seu período de Estrasburgo, o desapego ali é um desapego, entre outras coisas, do que hoje chamaríamos de "eu" ou "si mesmo" e seus desejos.

Num mundo em que o "eu" é um dos maiores bens de consumo de significado, caberia a pergunta: não será o "amor ao eu" uma forma contemporânea de patologia? E como não ficar "doente de si mesmo" num mundo em que o usufruto de si mesmo é o valor maior?

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Solidão a Dois


Texto / Autor: Prof.Marcos de Oliveira

O fim de um relacionamento é sempre muito triste. Somos acostumados a acreditar que as relações são eternas, no senso comum, o que é "verdadeiro" deve durar para sempre. 

Por causa desse hábito de conferir "eternidade" aos fenômenos, acabamos por esquecer que a 'eternidade' só existe no dicionário, tal termo sedutor é apenas um mero conceito inventado pelos seres humanos. Na verdade, tudo que começa acaba e, por mais que nos doa, as relações amorosas não são exceções a essa regra maior. 

Os relacionamentos humanos estão limitados pelas leis desintegradoras de "devir". Visto que tudo que está no universo se transforma, as relações humanas sofrem constantes e profundas mudanças também.

Muitas vezes o fim de um relacionamento acontece antes mesmo do fim formal. 
Num sentido defensivo, algumas pessoas tornam-se inconscientes da condição real da relação. 

Na verdade, o fim de uma relação se dá quando os sonhos não são mais compatíveis, ou, em outras palavras, quando o sentido de nossa vida já não se ajusta ao sentido de nosso parceiro. 

Para que o amor se cristalize e perdure, a paixão (que é cega e irracional), precisa ceder lugar a admiração mútua, afinal, nós só amamos aquilo que admiramos. E, a admiração genuína é sempre um efeito colateral do 'conhecimento' que temos do outro. 

A falta de comunicação entre os parceiros é o principal sintoma de afastamento afetivo. O silêncio as vezes é a fala oculta e indireta que o vazio emocional usa para se revelar. Por causa do sentimento de posse, algumas pessoas passam décadas sem reconhecerem esse vazio na comunicação. 

Nestes casos, o único motivo para a convivência é o desejo medíocre (e, muitas vezes inconsciente) de privar o outro de novas experiências. 

Nem sempre o fim é uma maldição, grande parte das vezes o temido "fim" é apenas uma transição para novos e prazerosos começos. 

O medo do "novo" as vezes se mostra irracionalmente no desejo autodestrutivo de se apegar obsessivamente ao velho. Com isso, trocamos o desconforto inicial de uma experiência de descoberta, pela "segurança covarde" suscitada pelo familiar 'já morto'. 

Viver uma solidão a dois é escolher 'sepultar' a vida. O amor genuíno e maduro é sempre evidenciado pelo crescimento mútuo dos parceiros. Enquanto sua imitação mórbida, a solidão a dois, é sempre a paralisação de nossos mais caros recursos. Uma morte anunciada pela permanência simbiótica do passado.




O Homem e o Amor

Texto / Autor: Prof. Marcos de Oliveira

Admite-se, desde há longa data, que o homem é bem diferente da mulher no amor. Mas afinal, quais os motivos básicos para essa diferença de gênero? É possível, pelo menos em sentido descritivo e superficial, elencar quais as diferenças mais importantes entre homens e mulheres? Objetivamos, nas próximas linhas, oferecer alguns motivos estruturais para o aparecimento das diferenças afetivas e sexuais entre os homens e as mulheres. 

MOTIVOS BIOLÓGICOS: 1- A genitália masculina é um órgão externo, por causa disso, desde o início a ativação erógena do órgão sexual é visível ao próprio sujeito que sofre o estímulo.2- A descarga orgástica é também um alívio de tensões fisiológicas que se efetiva de forma evidente, o sêmem projeta-se em busca de um 'objeto externo'. 

MOTIVOS CULTURAIS: 1- Numa cultura patriarcal como a nossa, o homem é visto ainda como o caçador, à vista disto, ter contato com várias parceiras não é entendido como uma falha de caráter, ao contrário, normalmente tal comportamento e interpretado como uma parte natural da 'masculinidade'. 2- Daí, mesmo frente a toda mudança paradigmática da contemporaneidade, no campo do sexual, o homem ainda é habitualmente significado como a parte ativa da relação. 

MOTIVOS PSÍQUICOS: 1- A sexualidade masculina está intimamente ligada a 'ânsia por poder', por esse motivo, a quantidade de parceiras às vezes conta mais do que a qualidade das relações. 2- O homem separa radicalmente o sexo do amor, em sua mente, uma transa não precisa necessariamente estar inserida numa história. 
A partir dessas pequenas, mas significativas diferenças elencadas, podemos fixar, com objetivo didático, os seguintes tipos amorosos: 

O DON JUAN: É aquele que busca o maior número de parceiras possíveis, entretanto, não se apega afetivamente a nenhuma delas. É comum esse tipo amoroso sofrer de uma forte fixação materna, transa com muitas mulheres para se safar de poderosos impulsos incestuosos. Em seu íntimo, só pode amar verdadeiramente a sua mãe. 

O VICIADO SEXUAL: É o tipo que transa compulsivamente e nunca se satisfaz. Pode até ter uma relação amorosa estável, porém, não abri mão de outras tantas relações. As relações são vias de escape para sua imensa ansiedade. Normalmente controlam, através de infinitos e complexos jogos de sedução, sentimentos de inferioridade e de inadequação existencial. 

O SUBLIMADOR: Mostra-se comumente na imagem de um sujeito passivo e tolerante, o amor que tem pelo objeto é quase sempre "platônico". Ou seja, promove através do amor uma "dessexualização" quase que absoluta do objeto amoroso. Muitas vezes esse tipo de amante esconde atrás dessa mania à idealização dessexualizante, poderosos impulsos homossexuais inconfessos. 

O PSICOPATA: São indivíduos com fortes desejos de posse. O objeto sexual é apenas uma coisa a ser dominada, uma propriedade de sua paixão por controle. Sofrem, muitas vezes inconscientemente, de uma dolorosa 'baixa autoestima'. Por isso, ao perderem o objeto sentem a perda do próprio eu. Os crimes passionais, tantas vezes romantizados pelo cinema e pelo teatro, nascem desse tipo de configuração amorosa limítrofe. 

Considera-se o tipo normal, todo indivíduo, que mesmo apresentando traços característicos dessas sucintas tipologias amorosas, as mantém em equilíbrio em sua personalidade. 





domingo, 28 de janeiro de 2018

Reflexão sobre o Perdão

Texto Reflexão / Autor: Carlos E. Bronzoni. 

O perdão - a grosso modo - é quando uma lembrança ruim já não nos incomoda mais, por termos aprendido a lição.

E a "pior" culpa é aquela que carregamos pelo que NÃO fizemos.
Porque fica no campo das suposições, daquilo que poderíamos ter feito e não fizemos.

Só que jamais saberemos (na maior parte das vezes) a onde iríamos se a escolha fosse outra.

Provavelmente estaríamos insatisfeitos do mesmo modo.
Não devemos carregar "culpas", aliás nem "medos".
Isso apenas sobrecarrega a psiquê de peso inútil.

E, em nada contribui para o nosso aprendizado como almas eternas.
Podemos nos consolar - se nossa visão de futuro não for "escatológica" - que teremos inúmeras outras oportunidades em nossa Jornada Cósmica.

Ainda que as situações e condições não sejam como desejamos.
Só que "favorável" são todas as oportunidades que sabemos aproveitar no bom sentido.

Se foi desfavorável antes é porque - as condições internas e externas - não eram as melhores à realização.

Em relação às pessoas (que passam por nossas vidas) são ao mesmo tempo nossas tutoras e pupilas.

Nos ensinam alguma coisa e aprendem outras conosco.
Se - em todo caso - não houver condições de reconciliação à curto prazo, o "Tempo, como Senhor da Razão", criará as condições necessárias, para ideal harmonização e equilíbrio das forças espirituais, a nosso favor.

Porque não há - ainda que a nossa tradição religiosa insista que sim - penas e gozos eternos.

O nosso Dever (Dharma), caso tenhamos perdido a prova ou sermos reprovados - é nos preparar melhor.
Assim, quando nova oportunidade surgir, ficarmos atentos e para não recalcitrar novamente contra o aguilhão.


sábado, 27 de janeiro de 2018

Criando Novos Hábitos com "O Monge e o Executivo"

"Simeão continuou: — Talvez alguns de vocês já conheçam os quatro estágios
necessários para adquirir novos hábitos ou habilidades. Eles tanto se aplicam à
aprendizagem de bons hábitos como à de maus hábitos, de boas e de más habilidades,
de bons e de maus comportamentos. O interessante é que eles se aplicam totalmente
ao aprendizado de novas habilidades de liderança.
Simeão caminhou até o quadro e escreveu:

Estágio Um: Inconsciente e Sem Habilidade
- Este é o estágio em que você ignora o comportamento e o hábito. Isto se dá
antes de sua mãe querer que você use o vaso sanitário, antes de você tomar seu
primeiro drinque ou fumar seu primeiro cigarro, antes de você aprender a esquiar,
jogar basquetebol, tocar piano, datilografar, ler e escrever, o que quer que seja. Você
está inconsciente ou desinteressado em aprender a prática e, obviamente,
despreparado.

Ele voltou ao quadro e escreveu:
Estágio Dois: Consciente e Sem Habilidade
- Este é o estágio em que você toma consciência de um novo comportamento,
mas ainda não desenvolveu a prática. É quando sua mãe começa a sugerir o vaso
sanitário; você fumou seu primeiro cigarro, ou bebeu, e isso caiu mal; você pegou os
esquis, tentou fazer uma cesta, sentou-se à máquina de escrever ou ao piano pela
primeira vez. Tudo é muito desajeitado, antinatural e até assustador.
Mas, se você continuar a lidar com isso, irá para o terceiro estágio.

- Ele se virou e escreveu:
Estágio Três: Consciente e Habilidoso
- Este é o estágio em que você está se tornando cada vez mais experiente e se
sente confortável com o novo comportamento ou prática. É quando a criança quase
sempre consegue se controlar, quando você saboreia os cigarros e a bebida, quando
já consegue esquiar razoavelmente, quando o datilógrafo e o pianista não precisam
mais olhar para o teclado. Você está "adquirindo o jeito da coisa" neste estágio. Qual
seria a evolução final na aquisição de um novo hábito?
- Inconsciente e habilidoso - três pessoas falaram ao mesmo tempo.

— Exatamente — Simeão disse enquanto escrevia:
Estágio Quatro: Inconsciente e Habilidoso
— Este é o estágio em que você já não tem que pensar. É o estágio em que
escovar os dentes e usar o vaso sanitário de manhã é a coisa mais natural do mundo.
É o estágio final para o alcoólico e o fumante, quando estão praticamente esquecidos
do seu hábito compulsório. E quando você esquia montanha abaixo como se estivesse
caminhando pela rua. Este estágio descreve Michael Jordan na quadra de
basquetebol. Muitos jornalistas esportivos zombaram de Michael Jordan, dizendo que
ele joga como se estivesse "inconsciente", o que é uma descrição exara do que
acontece, muito mais do que eles imaginam. Com certeza, Jordan não tem que pensar
em sua forma e estilo, pois isso se tornou natural para ele. Este estágio também serve
para os datilógrafos e os pianistas altamente eficientes, que não pensam em seus
dedos batendo no teclado. Tornou-se natural para eles. Greg, este é o estágio em que
os líderes conseguiram incorporar seu comportamento aos hábitos e à sua verdadeira
natureza. Estes são os líderes que não precisam tentar ser bons líderes, porque são
bons líderes. O líder neste estágio não tem que tentar ser uma boa pessoa, pois ele é
uma boa pessoa."

"Para cada esforço disciplinado há uma retribuição múltipla."
- JIM ROHN.


[Livro: O Monge e o Executivo - Autor: James C. Hunter]





Sobre Conhecimento e Foco com "Sherlock Holmes"

"Holmes não estudava medicina. Em resposta a uma pergunta, havia confirmado a opinião de Stamford a respeito disso. Também não parecia ter feito algum curso regular que lhe desse um título científico ou lhe garantisse uma via de entrada para o mundo erudito. Entretanto, era notável a dedicação que mostrava por determinados ramos do saber e, dentro de limites incomuns, seu conhecimento era tão extraordinariamente vasto e minucioso que eu ficava abismado com suas observações. Certamente, nenhum homem trabalharia com tanto afinco ou adquiriria informações tão precisas, se não tivesse um objetivo definido em vista. Leitores sem método raramente se destacam pela exatidão de seus conhecimentos. E homem algum sobrecarregaria a mente com questões insignificantes, a menos que tenha bons motivos para fazer isso.

A ignorância de Holmes era tão surpreendente quanto o seu conhecimento. Ele parecia não 
saber quase nada sobre literatura, filosofia e política contemporâneas. Quando citei Thomas
Carlyle certa vez, Holmes, mostrando a mais perfeita ingenuidade, perguntou quem era ele e o
que havia feito. Mas minha perplexidade atingiu o auge quando descobri por acaso que ele
ignorava a Teoria de Copérnico e a composição do sistema solar. Para mim, um ser humano
civilizado do século XIX que não soubesse que a Terra girava em torno do sol era algo tão
extraordinário que quase me recusava a acreditar.

– Você parece admirado – disse ele, sorrindo da minha expressão de surpresa. – Pois agora
que já aprendi isso, farei o possível para esquecê-lo.

– Esquecê-lo?

– Procure entender – falou. – Para mim, o cérebro de um homem, originalmente, é como um

sótão vazio, que deve ser entulhado com os móveis que escolhermos. Um tolo o enche com
todos os tipos de quinquilharia que vai encontrando pelo caminho, a ponto de os
conhecimentos que lhe seriam úteis ficarem soterrados ou, na melhor das hipóteses, tão
misturados às outras coisas, que ficaria difícil selecioná-los. Já o trabalhador especializado é
extremamente cauteloso em relação às coisas que coloca em seu cérebro-sótão. Depositará lá
apenas as ferramentas que poderão ajudá-lo a realizar o seu trabalho, mas, destas, ele terá um
vasto sortimento e todas arrumadas na mais perfeita ordem. É um engano pensar que esse
pequeno recinto tem paredes elásticas, que podem ser distendidas indefinidamente.
Dependendo disto, chega o momento em que, para cada novo acréscimo de conhecimento,
esquecemos algo que já sabíamos antes. Portanto, é da maior importância evitar que dados
inúteis ocupem o lugar dos úteis.

– Certo, mas o sistema solar! – protestei.

– Que importância tem isso para mim? – ele me interrompeu, impaciente. – Você disse que
giramos em torno do sol. Se girássemos em torno da lua, isto não faria a mínima diferença
para mim ou para o meu trabalho.

Estive a ponto de perguntar-lhe que trabalho era esse, mas alguma coisa no seu jeito
indicava que a curiosidade não teria boa acolhida. Mesmo assim, meditei sobre o nosso curto
diálogo e esforcei-me para tirar disso alguma conclusão. Ele dissera que não queria adquirir
conhecimentos inadequados às suas finalidades. Então, todos os conhecimentos que possuía
tinham de ser úteis para ele."

[Livro: Um estudo em vermelho - Autor: Sir Arthur Conan Doyle] 



Apresentação do Blog Textos Realistas


*Objetivos Iniciais:

Organizarei neste espaço alguns Textos e Materiais da Real: Desenvolvimento Pessoal, Espiritualidade, Filosofia dentre outros Temas que circundam o Movimento.

Mas, este será um blog despretensioso, onde vou procurar escrever pouco e deixar outros falarem por mim. Outros a quem admiro e respeito. Outros muito mais capazes que eu.

"Uma Luz para dissipar o Nevoeiro."


Ass.: Bruno L.